14 de novembro de 2011

500 Dias Com Ela

Sou viciada em filmes, infelizmente não é sempre que tenho tempo pra assistir, mas um dos meus programas preferidos é ir ao cinema. Alguns filmes faço questão de assistir na telona, nem que eu tenha que ir sozinha.

Não é raro meus professores da faculdade recomendarem filmes pra sala, esse foi o caso de "500 Dias Com Ela". Assisti o filme um tanto quanto relutante, pois já tinha visto alguns trechos dele e não tinha curtido muito, mas depois de ver o filme interinho me apaixonei por cada cena e cada detalhe. É impossível não se reconhecer em algumas cenas quando o personagem principal começa a se apaixonar.

O filme conta a estória de Tom Hansen, escritor de cartões de felicitações e formado em arquitetura, que inesperadamente se apaixona pela assistente do seu chefe Summer Finn. Os dois são completamente o oposto um do outro, Tom cresceu acreditando que um dia encontraria seu verdadeiro amor, enquanto Summer, frustrada pelo divórcio de seus pais quando era pequena, evita relacionamentos e crê que o amor é uma ilusão.

Mesmo sendo diferentes os dois acabam se envolvendo em um relacionamento complicado. Summer dá o primeiro passo quando beija Tom durante o trabalho, porém apesar de ter tomado a iniciativa deixa claro que não quer um relacionamento sério. Tom por estar perdidamente apaixonado acaba cedendo às vontades de Summer, mas ainda alimenta a esperança de que um dia ela mudaria de opinião.

Com o passar do tempo os dois começam a se conhecer melhor, descobrem os desejos e sonhos um do outro, e enquanto Tom se entrega cada vez mais Summer permanece com a mesma opinião, embora goste do rapaz.

Um detalhe que faz toda a diferença no filme e sua não linearidade, o filme é apresentado pelos dias em que Tom passa com Summer, sendo assim os dias são todos embaralhados o que acaba mostrando a estória por partes e não em continuidade. Porém esse detalhe não atrapalha na compreensão do filme, os dias são apresentados antes das cenas começarem, com ilustrações que mostram inclusive o humor do protagonista, a ilustração passa de um dia ensolarado e de arvores verdes, a dias nublados com galhos secos.

Apesar de não seguir o padrão de continuidade habitual o filme cria ligações entre uma cena e outra, conseqüentemente entre um dia e outro. Em sua maioria são intercalados dias bons e ruins que mostram como o relacionamento afetou o personagem, e na sua mudança de personalidade durante os autos e baixos do “namoro”.
O filme é foge completamente dos clichês do cinema, além da fuga da linearidade, o final também é inesperado, como é dito no inicio do longa não se trata de um filme de amor e sim de um filme sobre o amor. Não é mostrado o amor perfeito e correspondido que a maioria dos filmes do gênero mostram, ao contrario, mostra conflitos que se encaixam perfeitamente na vida real, não só na questão amorosa mas também insegurança que o protagonista apresenta em relação à sua carreira.



Título: 500 Dias Com Ela (500 Days of Summer)
Direção: Marc Webb
Roteiro: Jessica Tuchinsky, Mark Waters, Mason Novick, Steven J. Wolfe
Ano: 2009
Duração: 95 minutos
Elenco: Zooey Deschanel (Summer Finn)
Joseph Gordon-Levitt (Tom Hansen)
Clark Gregg (Vance)

Sinopse: Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) está em uma reunião com seu chefe, Vance (Clark Gregg), quando ele apresenta sua nova assistente, Summer Finn (Zooey Deschanel). Tom logo fica impressionado com sua beleza, o que faz com que tente, nas duas semanas seguintes, realizar algum tipo de contato. Sua chance surge com seu melhor amigo o convida a ir em um karaokê, onde os colegas de trabalho costumam ir. Lá Tom encontra Summer. Eles também cantam e conversam sobre o amor, dando início a um relacionamento.

A fotografia, trilha sonora e o figurino, são igualmente responsáveis pelo sucesso do filme, assim como a escolha do elenco. Fica a dica pra quem quer fugir da comédias românticas típicas de Hollywood.

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